sábado, 18 de setembro de 2010

Quem é o palhaço?

A democracia é o sistema onde a população escolhe seus representantes. É claro que quando vamos escolher alguém para nos representar, obviamente escolhemos os que nos identificamos, os que confiamos.

Em um país onde um palhaço pode ser eleito, podemos concluir que os que o elegem....
Bom, complete a frase você mesmo...

E enquanto isso, a bancada tende a ser de maioria ruralista e voltaremos a viver sob as regras da elite agrária...

Veja a notícia:

Vitórias no Congresso reforçarão ruralistas

Beneficiada por um discurso radical em defesa do agronegócio durante as discussões sobre a nova legislação ambiental, a bancada ruralista deve crescer de tamanho e ter ainda mais peso nas decisões da Câmara e do Senado.

Mauro Zanatta, Valor, 14 de setembro de 2010

O núcleo mais ativo do ruralismo na Câmara, composto por 30 deputados, deve ser quase todo reeleito em outubro e terá reforços influentes para compor uma frente suprapartidária estimada em 100 parlamentares. No Senado, alguns ex-governadores ajudarão a dobrar o tamanho de um dos maiores grupos de pressão em ação no Congresso.

Na teoria, os ruralistas têm hoje 230 deputados e senadores. Mas em votações mais importantes no plenário, como a apreciação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs), registra-se a articulação conjunta de 80 deputados e 15 senadores ligados ao setor rural. No Senado, figura como nome mais influente do novo “time do campo” um dos maiores empresários rurais do país, o ex-governador Blairo Maggi (PR-MT). Na Câmara, o reforço mais vistoso deve ser o jovem empresário Irajá Abreu (DEM-TO), filho da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

No topo da agenda da “nova bancada” ruralista, vitaminada por doações de empresas e associações corporativas do setor rural, estão a alteração do Código Florestal Brasileiro, a revisão dos índices de produtividade usados na reforma agrária e a renegociação das dívidas rurais. “Os ruralistas avançaram muito durante o governo Lula. Barrou a revisão dos índices da reforma agrária, a votação da PEC do trabalho escravo e liberou os transgênicos”, avalia o cientista político Edélcio Vigna, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

O radar da “nova frente” inclui, ainda, temas espinhosos como mudanças na legislação trabalhista, fundiária, tributária, indigenista e quilombola. O lema da nova agenda é “preservar com pragmatismo”. O grupo persegue uma legislação ambiental e social “moderna”, mas com garantias de preservação da competitividade do setor. “A bancada verde deve perder em quantidade e será difícil recuperar qualidade. E quem faz o contraponto, os ruralistas, virá mais forte com as reeleições e caras novas”, afirma o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

Os parlamentares de uma das mais influentes e organizadas frentes do Congresso também devem concentrar esforços para tratar de questões como a limitação da compra de terras por estrangeiros, ampliação da infra-estrutura e logística, criação de novas unidades de conservação, mudanças climáticas e energias renováveis. A “fiscalização e controle” sobre a ação de ONGs ambientalistas no Congresso deve acirrar o embate. “Sabemos que os ruralistas vão fazer pressão, mas estamos nos organizando para tocar nossa pauta no Congresso”, diz o diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, um dos coordenadores da Frente Parlamentar Ambientalista.

As pesquisas de intenção de voto nos Estados indicam a eleição de nomes emblemáticos para o setor rural. Entre os favoritos para assumir uma cadeira no Senado, estão os ex-governadores Blairo Maggi (PR-MT), Ivo Cassol (PP-RO), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Wellington Dias (PT-PI), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Germano Rigotto (PMDB-RS), João Alberto (PMDB-MA). O ex-vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e os deputados Claudio Vignatti (PT-SC), Dagoberto Nogueira (PDT-MS) e Waldemir Moka (PMDB-MS) têm amplas chances. Também vinculados ao campo, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Hugo Biehl (PP-SC) são bastante cotados. Na Câmara, o “novo time do campo” deve incluir João Lyra (PTB-AL), Amir Lando (PMDB-RO), Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), Júlio Campos (DEM-MT), Jerônimo Goergen (PP-RS), Marchezan Jr. (PSDB-RS), Alexandre Kireeff (PMDB-PR), Pedro Guerra (DEM-PR), Renan Filho (PMDB-AL), Daniela Amorim (PTB-RO), Elton Rohnelt (PSDB-RR) e o ex-senador Wellington Salgado (PMDB-MG).

Retirado de: http://outrapolitica.wordpress.com/2010/09/15/vitorias-no-congresso-reforcarao-ruralistas/ acessado em 18/09/2010

Salam!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Regras de basquete na palestina

Ataque israelense à ajuda humanitária à gaza este ano

Regra 01: Os israelenses têm o direito de jogar nos dois lados da quadra, enquanto os palestinos só podem atuar em seu próprio lado.
Regra 02: Por razões de segurança, os palestinos não têm o direito de passar a bola a bola entre seus jogadores, pois ela pode acertar um jogador israelense.
Regra 03: Não haverá cesta no campo israelense.
Regra 04: Israel pode arremessar a qualquer momento, mesmo no intervalo e nos pedidos de tempo.
Regra 05: Os palestinos não podem ter torcida. Só aos israelenses é permitido.
Regra 06: Israel seleciona os jornalistas que vão cobrir o jogo e o que eles informam.
Regra 07: Israel encoraja os palestinos a arremessar na sua própria cesta. Jogadores que se recusarem serão denominados terroristas e não se permitirá que joguem.
Regra 08: Os jogadores palestinos têm o direito de deixar o campo, mas não podem retornar. Única exceção: um palestino pode ser substituído por um israelense.
Regra 09: Israel escolhe e orienta os juízes, e os avisa quando devem olhar para o outro lado.
Regra 10: Israel escolhe o capitão do time palestino.
Regra 11: As faltas israelenses e as boas jogadas palestinas não serão exibidas na televisão.
Regra 12: Israel fica com o dinheiro dos patrocinadores dos palestinos.
Regra 13: Somente os jogadores israelenses podem tomar água.
Regra 14: Os palestinos devem jogar quando e onde forem designados por Israel.
Regra 15: As regras somente se aplicam aos palestinos. Os israelenses podem mudar as regras durante o jogo e não são obrigados a avisar os palestinos sobre as mudanças.
                                                                                                                           (Dror Feiler)
Texto retirado da revista Caros Amigos, Ano IX, número 98, Maio, 2005 pág.42

Dror Feiler, músico israelense
Dror Feiler, autor deste texto incrivelmente irônico e amargamente verdadeiro é israelense, mostrando que até mesmo parte da população deste país percebe a injustiça. No entanto, Feiler está em auto-exílio, participou da tentativa de fornecimento de ajuda humanitária deste ano e foi agredido pelas tropas israelenses. Há liberdade em Israel?.

Salam é Paz!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Liberdade? Igualdade? Fraternidade?

Lema da revolução francesa e símbolo da democracia francesa, as três palavras fortes: Fraternidade, Igualdade e Liberdade, seriam o ideal de qualquer sistema político.
Todas os humanos são iguais, idependente de raça, cor e crença, todos devem ter direito de fazer o que lhes bem entende, desde que isso não desrespeite nem invada a privacidade do outro. Respeito mútuo. 

Enquanto isso, na França, o atual governo cria medidas de desrespeito, até mesmo de ofensa, e o pior, o mais cruel, o que mais machuca, é que essas medidas possuem o apoio popular da França!

Que medidas seriam essas? As mais recentes são a expulsão de todos os ciganos e a proibição do véu islâmico. Desrespeito a cultura, desrespeito a religião e desrespeito à liberdade de expressão, medidas fascistas as quais o mundo já sabem como terminam.

Para saber um pouco mais sobre esses acontecimentos, escolhi algumas notícias, mas você pode encontrar facilmente outras fontes na internet:

Sobre a proibição do uso do véu:

Sobre a expulsão dos ciganos da França:

Salam e sobretudo respeito às diferenças!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Por que apoiar a Palestina?

Bandeira Palestina
Bandeira Israelense
Geralmente, quando vêmos as reportagens sobre a questão Israel/Palestina nos noticiários, não conseguimos entender direito, a questão religiosa é colocada em primeiro plano, a questão política não é levada em conta.

Atualmente, esta questão é levada a público novamente, pois, Palestina e Israel voltam a negociações, ouvimos falar de dois partidos palestinos, Hamas e Fatah, por que? Por que palestinos e israelenses sempre em pé de guerra? O motivo é puramente religioso?

Tentarei explicar brevemente a história da criação do Estado de Israel, e assim, as questões que envolvem estas duas nações poderão ficar mais claras.

Os povos

Judeus são aqueles que seguem exclusivamente o antigo testamento, conhecido também como Tora, são monoteístas, ou seja, acreditam em um único Deus. O judaísmo teve origem no oriente médio, supõe-se que onde atualmente é localizado o estado de Israel. Terra sagrada para os judeus. Os judeus se consideram de etnia semita
Árabes são os povos do oriente médio e norte da África que compartilham da lingua e de lingua e cultura de mesmo nome, independentemente de suas religiões, a mais comum é a islâmica, também monoteísta e que segue o velho e o novo testamento bíblico bem como o Corão, que para os muçulmanos é o último livro sagrado.

O Território

A região do atual Estado de Israel, historicamente foi desejada por diversos povos, que, muitas vezes massacraram os hebreus (povo judeu que habitava a região), levando estes às famosas diásporas judaicas.

Diáspora é o termo utilizado para identificar as dispersões do povo judeu pelo mundo, podemos citar como diásporas os fatos ocorridos nos seguintes anos:
722 A.C. - Invasão dos Ássirios
586 A.C. - Invasão dos Babilônicos
70 D.C.  - Invasão dos Romanos

Com os judeus dispersos desde o ano 70D.C. a região da atual Israel foi se tornando cada vez mais o lar de pagãos, dentre eles, os povos árabes. Conforme o poder romano decrescia o poder árabe crescia, após a ruina do império romano, esta região se torna domínio árabe. Devido a expansão islamica ocorrida no século VIII, a maior população deste território se tornou muçulmana, mas isto não significa que judeus e católicos não existissem ou fossem perseguidos.
Por um breve momento da história, no século XIII apenas, durante as cruzadas, a região da palestina, atual Estado de Israel foi ocupada por europeus, de modo geral, a dominação foi árabe. Apenas no século XX, quando o império turco otomano entra na primeira guerra mundial do lado perdedor, a Palestina é ocupada por ingleses.

Os Judeus no mundo e a Formação do Estado de Israel

Os judeus que estavam dispersos pelo mundo encontraram problemas de aceitação principalmente no leste europeu. Existiram perseguições e massacres aos judeus que foram nomeados como Pogrons.

Devido à perseguição sofrida pelos judeus, somados a motivos econômicos e religiosos um judeu chamado Theodor Herzl publicou o Der Judenstaat, ou o Estado Judeu, onde ele prega o retorno dos judeus para a terra prometida em detrimento dos povos que lá se encontram.
Este livro inspirou uma grande corrente de pensamento chamada Sionismo.
Inspirou também que grupos judeus organizassem Aliyas, ou seja, retornos a terra prometida, onde deveria ser fundado um Estado judeu chamado Israel.

Durante todo o período de perseguição nazistas aos Judeus, estes foram incentivados a fortalecer suas migrações à Palestina, até a década de 20 estes representavam menos de 11% da População, em 47 já representavam 33% da População
Após a Segunda Guerra Mundial quando descobriu-se o massacre de judeus cometidos pelos nazistas as Nações Unidas decidiram pela criação de um Estado que livrasse os Judeus destas perseguições.
Em 1947, A Inglaterra abandona o controle político da Palestina devido à perseguição de britânicos realizada pelos sionistas em prol do estabelecimento do Estado de Israel, o controle é passado para a ONU que cria um governo misto, ou seja, a Criação do Estado de Israel – Estado divido entre judeus e palestinos. Os Árabes se opõe e os sionistas declaram a política de “defesa agressiva”. Perseguição e morte dos líderes árabes e estabelecimento do estado unificado de Israel em 1948, o que dá início ao Conflito Árabe-Israelense. Os israelenses conseguem deter a investida da liga árabe, composta pelo Egito, Jordania, Síria, Libano, Iraque, Iêmen e Arábia Saudita. Após este confronto Israel entra para a ONU, sendo portanto reconhecido como Estado em 1949. Ainda ocorrerão confrontos como o de 1956, disputando o canal de Suez com o Egito e o de 1967, considerado uma investida preventiva contra os países da Liga Árabe, o que rendeu uma grande anexação de territórios ao Estado de Israel. Os países árabes em 1973 ainda tentam reaver estas terras na guerra do Yom Kipur, mas são derrotados, por determinação da ONU Israel devolve parte dos territórios, conservando contra a determinação algumas  áreas, como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Palestina em ruínas, Israel prospera


Os conflitos atuais
Intifada

Em dezembro de 1987 a juventude palestina, revoltada contra a dominação e opressão do povo palestino, que vive em estado de sítio enquanto a parte judaica de Israel prospera, faz uma manifestação atacando os tanques de guerra com pedras. Israel abre fogo, massacrando os jovens revoltosos em uma chacina que chocou o mundo. Este levante é chamado de Intifada.

Existem períodos de negociações na década de 90 quando o líder palestino Yasser Arafat, nobel da paz, fundador do partido Fatah, tenta negociações, chegando a se reunir com líderes Israelenses.

Os sucessivos fracassos das negociações e a constante opressão de Israel que continua seu desenvolvimento enquanto a palestina citiada, faz com que em 2007 suba ao poder na Faixa de Gaza, o Hamas, que prega a expusão dos israelenses a qualquer custo.

Estamos neste contexto desde então.

Veja uma notícia recente:

Pra ser sincero, meu post ficou até um tanto quanto simplista, melhorarei ele assim que possível.
Salam, Paz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dessa vez, o desrespeito dos Ateus

Professor australiano fuma Bíblia e Alcorão pra ver qual queima melhor
O professor australiano Alex Stewart fumou páginas da Bíblia e do Alcorão para saber qual queimava melhor. Ele teve a ideia depois de acompanhar a história de um padre americano que queria queimar 200 exemplares do livro sagrado do Islã como forma de protesto.

Stewart publicou um vídeo no YouTube nesse fim de semana para compartilhar a sua experiência com outros internautas. O site, porém, retirou a gravação do ar por causa do seu conteúdo polêmico.

No vídeo, o professor aparece rasgando páginas dos dois livros sagrados, enrolando as folhas e depois tragando. Segundo ele, os cigarros foram enrolados com grama, não com maconha. Em um determinado momento, ele diz: "é apenas um maldito livro".

Stewart foi suspenso da Universidade tecnológica de Queensland, onde leciona, após o acontecido. Em resposta, ele disse que o vídeo foi apenas uma piada e que as pessoas o levaram muito a sério.
Texto retirado de: http://www.band.com.br/jornalismo/esquisito/conteudo.asp?ID=100000345374





Comentário

Muitos criticam as diversas religiões baseados na argumentação que as religiões são intolerantes e desrespeitam aqueles que não compartilham de sua fé, e de fato, estas pessoas estão um pouco certas, muitas pessoas que acreditam nas mais variadas religiões realmente fazem isso, isso não significa que o problema esteja nas religiões, isso significa que o problema está nas pessoas.
Este vídeo mostra muito bem isso, é a intolerancia e desrespeito de um ateu aos dois livros considerados sagrados mais seguidos no mundo. Se o problema da intolerancia e desrespeito é das religiões, teria o ateísmo se tornado uma?

Pode ter sido só uma piada, mas mesmo quem conta "só uma piada" tem de levar em conta o grau de ofensa e divulgação que sua piada pode causar

Temos de pedir bom senso, respeito e solidariedade das pessoas, independente de sua raça, país ou crença, e quem sabe um dia viveremos em um mundo minimamente habitável!

Salam e sobretudo bom senso

Aula 30 - Setor Terciário, Capital Financeiro e Pirataria

Setor de Serviços

Maior e mais amplo setor da economia, o que ajuda em grande parte para que seja também o de definição mais complexa. O terceiro setor da economia está associado à agregação de valor a um produto sem nenhum acréscimo físico ao produto em si. Mas como isso é possível?
Um produto sai da indústria com um determinado valor, para fins ilustrativos, vamos adotar um valor de 10 reais para nosso produto fictício, um boneco de qualquer professor de vocês, talvez. Então, o boneco sai da fábrica por 10 reais, mas nós não compramos diretamente da fábrica, compramos no mercado. Suponhamos que a fábrica deste boneco seja em Aracajú, o deslocamento do boneco terá um custo, estabelecido pela empresa de logística escolhida (terceiro setor), portanto o boneco chegará em Franca com o valor de, por exemplo, 14 reais, mas ele é o mesmo boneco. Nada foi acrescentado a ele. Chegando em Franca, a empresa de logística deixará os bonecos na loja que pediu o fornecimento, que os comprou por 10 reais mais o valor do frete que dividindo entre todos os bonecos ficou em 4 reais por unidade. A loja (terceiro setor) precisa de um lucro, então ela estabelecerá que o lucro que ela deve obter pelo boneco é de 5 reais, mais 1 real para o vendedor comissionado (terceiro setor). Ou seja, o boneco chegará para o consumidor a 20 reais, sendo exatamente o mesmo boneco saído da fábrica, agrega-se valor, sem que o produto seja alterado.
São consideradas também atividades do terceiro setor aquelas que envolvem valor, mas, não envolvem a aquisição de produtos, por exemplo, os serviços de um médico, de um advogado, a manutenção da rede elétrica, a instalação de equipamentos de segurança, a lista segue, imensamente.
Devido à imensa gama de relações comerciais deste setor, ele atualmente abarca mais de 50% do PIB brasileiro, além de utilizar grande parcela da mão-de-obra do país. Com a ascensão da comercialização de “softwares” a tendência é que o terceiro setor cresça cada vez mais.

Software – É qualquer produto que não possua matéria, como um anti-vírus, por exemplo, ou a assinatura de um pay per view, oposição do termo Hardware que diz respeito a produtos palpáveis.

Capital Financeiro

De modo simplista, é quando se obtêm dinheiro a partir do dinheiro, ou seja, não há um produto físico, ao qual se agregue valor. O valor é o próprio produto comercializado. Esta atividade funciona com a comercialização de contratos, ou títulos que correspondem a valores reais. Estes contratos ou títulos variam de valor de acordo com a procura de compradores, e, está relacionada com a credibilidade da empresa ou Estado a que estes contratos títulos correspondem. As atuais crises mundiais são reflexo da adaptação e dependência do mundo das relações efetuadas no mercado financeiro.

Pirataria Moderna e Produtos Ilegais

O que costumamos chamar de pirataria moderna pode ser descrito por qualquer produto comercializado que infrinja direitos autorais, de marca, ou intelectuais, ou seja, plágios e falsificações. São produtos copiados sem os devidos direitos de cópia (copyrights).
A pirataria moderna surgiu devido ao alto custo de alguns produtos somados a popularização de tecnologias que possibilitam a reprodução dos produtos a um custo muito inferior ao do vendido legalmente. Este pode então ser comercializado com a devida agregação do lucro e ainda por um preço muito inferior ao do produto original, com o devido copyright.
A pirataria está associada à acessibilidade de camadas cada vez maiores da população a produtos culturais e tecnológicos antes restritos a grupos limitados. Esta popularização da cultura, de bens e até mesmo de saberes seria um dos pontos positivos do crescimento da pirataria que apesar de ilegal é tratada de maneira ambígua pelas autoridades.
Em diversas cidades do Brasil existem os chamados “shoppings populares” onde são comercializados produtos de baixo custo e produtos piratas, estes shoppings geralmente são espaços cedidos pelas Prefeituras e pelo Governo do Estado, ao mesmo tempo em que periodicamente são realizadas batidas, apreensão e destruição de produtos piratas vendidos por camelôs fora destes espaços populares.
A internet é uma grande difusora de piratarias, existe atualmente uma enorme quantidade de músicas e livros, além de softwares que podem ser adquiridos gratuitamente sem a permissão dos autores. Pessoas do mundo todo trabalham para uma maior flexibilidade das leis de direitos autorais para que esta distribuição ilegal, que recebeu o nome de copyleft (jogo de palavra que associa “direito de cópia” com “esquerdo de cópia”, ou seja, o que vai contra o “direito”). Já existindo inclusive em alguns países partidos políticos com os nomes de Partido Pirata.
No caso do Brasil, podemos citar o Professor de Direito Penal da UFMG, Túlio Vilena, como grande defensor da legalização da pirataria.



Shopping Popular de Mauá
O vídeo acima mostra o confronto entre a polícia e os camelôs da famosa feira da madrugada próxima a estação ferroviária do Brás, a imagem ao lado mostra o Shopping Popular do município de Mauá, próximo a estação ferroviária de Mauá (mesma linha, cerca de 30min entre uma estação e outra), leiam o artigo sobre este shopping popular e vejam a ambiguidade da aplicação das leis.
O link para o artigo é:
www.hojejornal.com.br/materia.asp?id=1278
Produtos Ilegais – As diversas formas de tráfico, armas e drogas, passam por todas as áreas citadas de produção e distribuição, apesar de rigorosamente combatidas pelas autoridades de todo o mundo. Os grandes produtores e distribuidores de produtos ilegais, por vezes estão relacionados também com o estabelecimento de um poder paralelo, ou seja, de um pequeno Estado Ilegal dentro do próprio Estado. Podemos citar as FARC na Colômbia e alguns morros do Rio de Janeiro.

domingo, 12 de setembro de 2010

Se vai tentar siga em frente

Se vai tentar siga em frente.
Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas, esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...A desolação é o presente.
O resto é uma prova de sua paciência,do quanto realmente quis fazer.
E farei, apesar do menosprezo.
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,Vá em frente.
Não há outro sentimento como este.
Ficará sozinho com os Deuses.
E as noites serão quentes.
Levará a vida com um sorriso perfeito.
É a única coisa que vale a pena.

(BUKOWSKI, Charles)

Enfrentemos nossos medos!

Um domingo, um poema...
Só pra relaxar...

Obrigado Jazz pela sugestão.
E aos demais Salam, Paz!