terça-feira, 28 de setembro de 2010

Noção do Público e do Privado

Muitos dos problemas sociais e políticos os quais eu identifico, são decorrentes de um problema conceitual, que acaba interferindo na forma que pensamos e consequentemente na forma como agimos. Por este motivo resolvi fazer esta postagem, identificando o que é e de quem é o público e o privado.

Público, por definição, é algo relativo, pertencente ou destinado ao povo, à coletividade.

Privado, por definição. é algo que diz respeito a um indivíduo, dando a este o direito de usar, gozar e dispor de uma coisa, a princípio de modo absoluto, exclusivo e perpétuo.

Muitas vezes entendemos o que é público como o que é do governo, maneira erronea de se entender tal conceito, o que é público é nosso, o governo é (ou deveria ser, pelo menos) constituido por representantes do povo escolhidos para zelar por aquilo que é de todos.
Mas qual o problema de entender o público como aquilo que é do governo?

Quando entendemos desta maneira, não damos a uma coisa nossa, o devido valor e inclusive, a tratamos com descaso. Se pensarmos que as vias públicas são nossas e não jogarmos lixo nelas, se pensarmos que os livros das bibliotecas públicas são nossos e não os tratemos de qualquer jeito, se pensarmos que os prédios públicos são nossos e dermos uma simples descarga no banheiro ao invés de "deixar lá", estaremos ajudando a preservar o que é nosso, e consequentemente os gastos utilizados para este fim serão reduzidos e este dinheiro poderá ser aplicado em benefícios para nós mesmos, como melhorias na saúde e na educação.

É lógico que falando assim parece bem simples, mas não podemos nos esquecer do principal (e é aí que complica).

Suponha que você vai viajar por um período longo e não pode deixar sua casa mofando. Você contrata alguém para que mantenha a sua casa limpa e organizada no período em que você estiver fora. Não pode escolher qualquer um, é claro. Então você lembra de uma senhora que trabalha muito bem, que limpa impecávelmente, mas que não possui uma indole confiável. 

Consequência:

Quando você volta, sua casa está incrivelmente limpa, mais limpa até do que você costuma manter, no entanto, você percebe que estão faltando alguns objetos pequenos de grande valor, quantias em dinheiro que estavam guardadas e até algumas jóias.

Percebe? É isso que acontece quando escolhemos algum representante de indole duvidosa, este exemplo acima é o típico "rouba mas faz".

Aquilo que compramos, é o privado, aquilo que é APENAS seu (o que é público também é seu), mas tudo que é privado é instável, depende de inúmeras condições que façam com que aquilo continue de sua propriedade. Tomemos um carro como exemplo. Você pode adquirir um carro e ser roubado no dia seguinte, ou batê-lo em um poste, ou ainda perder o emprego e ter de vendê-lo. O mesmo com uma casa, uma bermuda ou qualquer outra coisa. 

Onde quero chegar?

Presamos muito pelas coisas erradas. Devemos presar pelos hospitais, escolas, bibliotecas e monumentos, pois eles são nossos. Utilizando ou não deles, nós pagamos por eles e pagamos os homens que cuidam deles, e eles continuarão sendo nossos não importa que estejamos individados, que sejamos assaltados, se somos ricos ou pobres.

Enfim, espero ter sido minimamente claro.

Um grande abraço.

Salam. Paz.

domingo, 26 de setembro de 2010

Hoje é domingo né? Então...

Dificuldade de governar

1

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender? 

(Bertold Brecht) 

Eu relutei um pouco em postar Bertold Brecht pois acredito que seja um tanto clichê, principalmente quando queremos associar política à poesia, mas infelizmente eu não conheço muuuuuuito de poesia e sempre vejo uns poemas legais dele, então já que o cara é bom, ele merece.

O pior é saber que nos acostumamos a isso...

Salam e boa poesia!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

+ Política


Não que eu concorde com todas as opiniões emitidas pelo Felipe Neto, mas pode ser que eu seja um chato mesmo, eu nunca concordo 100% com ninguém (e nem acho que alguém deva concordar). Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

Um abraço! e Salam!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aula 31 - Guerra ao Terror

Guerra ao Terror:

Este termo caracteriza as medidas tomadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio, caracterizada pelo combate àqueles que ameaçam a segurança mundial. Este termo é utilizado em todas as ocupações subseqüente ao ataque às torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001.

Primeiras Investidas:

As primeiras presenças militares americanas em contendas ocorridas no Oriente Médio foram: a guerra Irã-Iraque; e a Guerra do Golfo, a primeira na década de 80 e a segunda na década de 90, mas estas ainda são consideradas “guerras contra o terror”, estas só começam quando os Estados Unidos sofrem a primeira investida externa desde a guerra de independência de 1783.
Guerra Irã-Iraque: 1980 a 1988, uma contenda territorial entre o Irã e o Iraque envolvendo uma região fronteiriça chamada Shatt-al-arab, território considerado uma fonte de petróleo, nesta guerra o ditador Saddam Hussein do Iraque conquistou o apoio de americanos e russos, entretanto, após oito anos de confronto não houve alteração de fronteiras.
Guerra do Golfo: 1990 a 1991, outro conflito territorial, desta vez do Iraque contra o Kuwait. O Iraque retoma antigas contendas contra este país por acusá-lo de ter baixado os preços do petróleo. O Iraque anexa o território do Kuwait como província, este fato desperta a atenção internacional, principalmente por ter sido um ato condenado pela ONU. Após a falha de todas as tentativas diplomáticas é organizada a operação Tempestade no Deserto, onde as tropas americanas apoiadas por tropas de países como a Arábia Saudita e Egito, a guerra durou apenas alguns dias do mês de fevereiro de 91, e teve pouquíssimas baixas das tropas lideradas pelos EUA (cerca de 1000).

11 de Setembro de 2001

Ataque ao World Trade Center
Esta data é marcada pelo ataque ao World Trade Center, em Nova York, coração dos Estados Unidos.
O fato: Quatro aviões comerciais foram seqüestrados, um rumou e atingiu ao prédio do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos), outro caiu na Pensilvânia, acredita-se que o alvo seria a Casa Branca, e outros dois atingiram com sucesso o World Trade Center, maior prédio comercial do mundo. O grupo Afegão Al-Qaeda, liderado por Bin Laden, assumiu a responsabilidade pelo atentado.
Teoria mais aceita: A teoria mais aceita para o fato é de que realmente os aviões tenham sido seqüestrados por Afegãos do grupo terrorista Al-Qaeda dito um grupo “fundamentalista islâmico”. Os aviões teriam sido seqüestrados com canivetes e apenas em um os passageiros reagiram, o impacto dos aviões teria sido o causador do desabamento do prédio
Teoria alternativa: É comum encontrarmos versões que dizem que o atentado teria sido forjado pelas próprias vítimas, baseados no fato da impossibilidade de se seqüestrar aviões com canivetes, na impossibilidade de pequenos aviões terem abalado a estrutura de prédios tão resistentes (o prédio teria sido implodido), e no fato de a família Laden ter bom relacionamento com o ex-presidente Bush, dos Estados Unidos.

O importante é que não importa qual versão seja a verdadeira, este ataque desencadeou as constantes investidas dos Estados Unidos ao Oriente Médio, da qual trataremos agora:

Guerra ao Afeganistão, 2001 – atual:

Liberdade?
Com o objetivo de encontrar Osama Bin Laden e destruir o grupo terrorista Al-Qaeda, em outubro de 2001, um mês após os atentados e sem a autorização da Organização das Nações Unidas. Diferentemente do esperado, as tropas americanas ao invés de iniciarem a busca a Al-Qaeda, viraram-se contra o regime político afegão, o talibã, grupo que havia permitido a entrada das tropas no país. Bush defendeu sua atitude dizendo que não distinção entre terroristas e os países que os abrigam.
Hoje, 10 anos após o início da guerra contra o Afeganistão ela continua. Revoltas populares, revoltas para-militares impedem a “pacificação” do país por tropas americanas e de diversos países europeus. Esta guerra prolongada facilitou o aumento da criminalidade e da entrada de drogas no país, que atualmente sucumbe à utilização de drogas.

Guerra ao Iraque, 2003 – 2010:

Guerra?
Uma guerra muito delicada de se trabalhar. O Iraque foi ocupado pelos Estados Unidos em 2003, pois, segundo os invasores, o Iraque teria ligações com o grupo Al-Qaeda, além de ser produtor de armas químicas de destruição em massa. O objetivo principal tornou-se a busca pelo ditador Saddam Hussein, que foi realizada em dezembro do mesmo ano. Um novo governo foi estabelecido, mas não foi aceito pela população, assim como no Afeganistão, as tropas americanas não respeitaram os cidadãos do Iraque, que em primeiro momento mostraram-se indiferentes a queda do líder, após a prolongada penúria e desrespeito encararam os invasores como inimigos de fato. A morte de civis foi enorme. Governos provisórios foram estabelecidos, no entanto, sem sucesso. Após inúmeros reforços, em 2007 os Estados Unidos resolve mudar a tática e estabelecer uma desocupação planejada, aos poucos as tropas foram se retirando até que neste ano, 2010 o Iraque, instável, livre de forças externas a sua República Parlamentar, com o mesmo governo estabelecido em 2005.

IMPORTANTE: Como você pode observar, este blog não tende a recorrer à cenas apelativas, ao digitar os termos "guerra" "iraque" "afeganistão" ou mesmo "world trade center" você poderá encontrar diversas cenas com mortos, crianças, amputados e outras coisas as quais sabemos que existem, no entanto, não precisamos recorrer ao ato macabro de divulgá-las.
É importante também ressaltar que o autor deste blog não apoia e nem aceita como válida qualquer intervenção militar internacional, cada povo é capaz de lutar pelos seus direitos e pelo regime que deseja aplicar em seu país. Sou contra as invasões dos Estados Unidos, sou contra ao domínio russo à Chechênia,  sou contra o domínio chinês ao Tibete, sou contra a ocupação israelense à Palestina , ao domínio indiano à  Caxemrira e finalmente, sou contra a ocupação brasileira ao Haiti.

E mais uma vez, SALAM, PAZ!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aula 30 - Complemento - Relações entre empresas

Com a crescente complexidade do sistema capitalista, algumas empresas, tanto industriais como comerciais trataram de encontrar maneiras para que seu lugar no mercado não seja abalado com o crescimento da concorrência. Estes métodos, algumas vezes ilegais servem de sustentação para as empresas participantes, mas, também servem como um obstáculo para novas empresas no ramo.
Para introduzir o assunto podemos citar como precursores destes acordos no capitalismo organizações criadas no mercantilismo, como as guildas, grupos de homens de mesma profissão que impediam que o número excessivo de concorrentes tornasse o trabalho escasso por meio da coerção, da coação e até mesmo de assassinatos. Podemos até mesmo encontrar organizações mais antigas, como as maçonarias, grupo de homens bem sucedidos que além de praticar a troca de saberes prestavam favores comerciais uns aos outros de forma que todos prosperassem.
Dos atuais acordos e negociações com este fim, podemos citar:

Monopólio - É um sistema onde não há concorrência, sendo porque só há uma empresa no mercado que ofereça determinado produto, ou seja, porque esta empresa comprou as demais empresas, ou até mesmo atuou de forma que as demais empresas perdessem gradativamente os clientes encontrando a falência. Tal questão é potencialmente perigosa, pois, a empresa que detêm o monopólio pode estabelecer o preço que bem entender para seu produto.
Concorrência Monopolista – É quando apesar de encontrarmos mais de uma empresa oferecendo determinado serviço ou produto, sua forma de atuação ou qualidade do produto são tão diferentes que as empresas são dois pequenos monopólios, não há concorrência de fato.

Cartel – Ocorre quando as empresas que oferecem um determinado produto entram em um acordo e passam a oferecer seu produto todas pelo mesmo preço, evitando assim a concorrência. Para o consumidor esta é uma medida negativa, pois, quando os preços sobem estes ficam sem opção.

Truste – É um sistema onde determinada controla todas as empresas responsáveis por um determinado produto desde a extração da matéria-prima, logística e industrialização.
E chamado de truste também quando todas as empresas que fornecem determinado produto são controladas por uma única empresa.

Holding – É quando uma empresa ramifica suas funções através da compra de ações de empresas de outros setores, para que a explicação fique mais clara, tomemos, por exemplo, a Fiat Group que produz carros populares, mas também produz caminhões, pois, é acionista majoritária da Iveco, produz caminhões através da Case e carros de luxo através Alpha-Romeo, e esportivos de super luxo através da Ferrari.

Dumping – É quando determinada empresa, ou grupo de empresas, abaixam drasticamente seus preços temporariamente, chegando a obter lucros baixíssimos com o fim de aniquilar as empresas concorrentes, buscando assim o monopólio.

Salam, espero ter ajudado.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Profeta do terceiro milênio

O conde diz “eu sou rei”
O incompleto diz; “terminei”
O aprendiz se diz “sansei”
O ignorante diz “eu sei”
O viajante diz “cheguei”
O perdedor diz “eu ganhei”
O vencedor diz “humilhei”
O covarde diz “eu direi”
O preguiçoso diz “eu farei”
O assassino diz “não matei”
O omisso diz “falarei”
O negligente diz “ajudarei”

E era tanta gente dizendo tanta futilidade
Tanta mentira e tão pouca verdade
E o verdadeiro Profeta já estava cansado
De tanta fala e pouco ato
De tanto falar e ser ignorado
Que meteu uma bala na cabeça.
(Evandro Rafael Saracino, Franca, dia frio de outono, 2010)

Thích Quảng Ðức, "O monge em chamas" Saigon , 11 de junho de 1963


Outro domingo, outra poesia, será que vira tradição?
Desta vez postei uma minha, espero que tenham gostado.

Salam

sábado, 18 de setembro de 2010

Quem é o palhaço?

A democracia é o sistema onde a população escolhe seus representantes. É claro que quando vamos escolher alguém para nos representar, obviamente escolhemos os que nos identificamos, os que confiamos.

Em um país onde um palhaço pode ser eleito, podemos concluir que os que o elegem....
Bom, complete a frase você mesmo...

E enquanto isso, a bancada tende a ser de maioria ruralista e voltaremos a viver sob as regras da elite agrária...

Veja a notícia:

Vitórias no Congresso reforçarão ruralistas

Beneficiada por um discurso radical em defesa do agronegócio durante as discussões sobre a nova legislação ambiental, a bancada ruralista deve crescer de tamanho e ter ainda mais peso nas decisões da Câmara e do Senado.

Mauro Zanatta, Valor, 14 de setembro de 2010

O núcleo mais ativo do ruralismo na Câmara, composto por 30 deputados, deve ser quase todo reeleito em outubro e terá reforços influentes para compor uma frente suprapartidária estimada em 100 parlamentares. No Senado, alguns ex-governadores ajudarão a dobrar o tamanho de um dos maiores grupos de pressão em ação no Congresso.

Na teoria, os ruralistas têm hoje 230 deputados e senadores. Mas em votações mais importantes no plenário, como a apreciação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs), registra-se a articulação conjunta de 80 deputados e 15 senadores ligados ao setor rural. No Senado, figura como nome mais influente do novo “time do campo” um dos maiores empresários rurais do país, o ex-governador Blairo Maggi (PR-MT). Na Câmara, o reforço mais vistoso deve ser o jovem empresário Irajá Abreu (DEM-TO), filho da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

No topo da agenda da “nova bancada” ruralista, vitaminada por doações de empresas e associações corporativas do setor rural, estão a alteração do Código Florestal Brasileiro, a revisão dos índices de produtividade usados na reforma agrária e a renegociação das dívidas rurais. “Os ruralistas avançaram muito durante o governo Lula. Barrou a revisão dos índices da reforma agrária, a votação da PEC do trabalho escravo e liberou os transgênicos”, avalia o cientista político Edélcio Vigna, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

O radar da “nova frente” inclui, ainda, temas espinhosos como mudanças na legislação trabalhista, fundiária, tributária, indigenista e quilombola. O lema da nova agenda é “preservar com pragmatismo”. O grupo persegue uma legislação ambiental e social “moderna”, mas com garantias de preservação da competitividade do setor. “A bancada verde deve perder em quantidade e será difícil recuperar qualidade. E quem faz o contraponto, os ruralistas, virá mais forte com as reeleições e caras novas”, afirma o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

Os parlamentares de uma das mais influentes e organizadas frentes do Congresso também devem concentrar esforços para tratar de questões como a limitação da compra de terras por estrangeiros, ampliação da infra-estrutura e logística, criação de novas unidades de conservação, mudanças climáticas e energias renováveis. A “fiscalização e controle” sobre a ação de ONGs ambientalistas no Congresso deve acirrar o embate. “Sabemos que os ruralistas vão fazer pressão, mas estamos nos organizando para tocar nossa pauta no Congresso”, diz o diretor de Políticas Públicas da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, um dos coordenadores da Frente Parlamentar Ambientalista.

As pesquisas de intenção de voto nos Estados indicam a eleição de nomes emblemáticos para o setor rural. Entre os favoritos para assumir uma cadeira no Senado, estão os ex-governadores Blairo Maggi (PR-MT), Ivo Cassol (PP-RO), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Wellington Dias (PT-PI), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), Germano Rigotto (PMDB-RS), João Alberto (PMDB-MA). O ex-vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e os deputados Claudio Vignatti (PT-SC), Dagoberto Nogueira (PDT-MS) e Waldemir Moka (PMDB-MS) têm amplas chances. Também vinculados ao campo, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Hugo Biehl (PP-SC) são bastante cotados. Na Câmara, o “novo time do campo” deve incluir João Lyra (PTB-AL), Amir Lando (PMDB-RO), Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), Júlio Campos (DEM-MT), Jerônimo Goergen (PP-RS), Marchezan Jr. (PSDB-RS), Alexandre Kireeff (PMDB-PR), Pedro Guerra (DEM-PR), Renan Filho (PMDB-AL), Daniela Amorim (PTB-RO), Elton Rohnelt (PSDB-RR) e o ex-senador Wellington Salgado (PMDB-MG).

Retirado de: http://outrapolitica.wordpress.com/2010/09/15/vitorias-no-congresso-reforcarao-ruralistas/ acessado em 18/09/2010

Salam!