terça-feira, 14 de setembro de 2010

Por que apoiar a Palestina?

Bandeira Palestina
Bandeira Israelense
Geralmente, quando vêmos as reportagens sobre a questão Israel/Palestina nos noticiários, não conseguimos entender direito, a questão religiosa é colocada em primeiro plano, a questão política não é levada em conta.

Atualmente, esta questão é levada a público novamente, pois, Palestina e Israel voltam a negociações, ouvimos falar de dois partidos palestinos, Hamas e Fatah, por que? Por que palestinos e israelenses sempre em pé de guerra? O motivo é puramente religioso?

Tentarei explicar brevemente a história da criação do Estado de Israel, e assim, as questões que envolvem estas duas nações poderão ficar mais claras.

Os povos

Judeus são aqueles que seguem exclusivamente o antigo testamento, conhecido também como Tora, são monoteístas, ou seja, acreditam em um único Deus. O judaísmo teve origem no oriente médio, supõe-se que onde atualmente é localizado o estado de Israel. Terra sagrada para os judeus. Os judeus se consideram de etnia semita
Árabes são os povos do oriente médio e norte da África que compartilham da lingua e de lingua e cultura de mesmo nome, independentemente de suas religiões, a mais comum é a islâmica, também monoteísta e que segue o velho e o novo testamento bíblico bem como o Corão, que para os muçulmanos é o último livro sagrado.

O Território

A região do atual Estado de Israel, historicamente foi desejada por diversos povos, que, muitas vezes massacraram os hebreus (povo judeu que habitava a região), levando estes às famosas diásporas judaicas.

Diáspora é o termo utilizado para identificar as dispersões do povo judeu pelo mundo, podemos citar como diásporas os fatos ocorridos nos seguintes anos:
722 A.C. - Invasão dos Ássirios
586 A.C. - Invasão dos Babilônicos
70 D.C.  - Invasão dos Romanos

Com os judeus dispersos desde o ano 70D.C. a região da atual Israel foi se tornando cada vez mais o lar de pagãos, dentre eles, os povos árabes. Conforme o poder romano decrescia o poder árabe crescia, após a ruina do império romano, esta região se torna domínio árabe. Devido a expansão islamica ocorrida no século VIII, a maior população deste território se tornou muçulmana, mas isto não significa que judeus e católicos não existissem ou fossem perseguidos.
Por um breve momento da história, no século XIII apenas, durante as cruzadas, a região da palestina, atual Estado de Israel foi ocupada por europeus, de modo geral, a dominação foi árabe. Apenas no século XX, quando o império turco otomano entra na primeira guerra mundial do lado perdedor, a Palestina é ocupada por ingleses.

Os Judeus no mundo e a Formação do Estado de Israel

Os judeus que estavam dispersos pelo mundo encontraram problemas de aceitação principalmente no leste europeu. Existiram perseguições e massacres aos judeus que foram nomeados como Pogrons.

Devido à perseguição sofrida pelos judeus, somados a motivos econômicos e religiosos um judeu chamado Theodor Herzl publicou o Der Judenstaat, ou o Estado Judeu, onde ele prega o retorno dos judeus para a terra prometida em detrimento dos povos que lá se encontram.
Este livro inspirou uma grande corrente de pensamento chamada Sionismo.
Inspirou também que grupos judeus organizassem Aliyas, ou seja, retornos a terra prometida, onde deveria ser fundado um Estado judeu chamado Israel.

Durante todo o período de perseguição nazistas aos Judeus, estes foram incentivados a fortalecer suas migrações à Palestina, até a década de 20 estes representavam menos de 11% da População, em 47 já representavam 33% da População
Após a Segunda Guerra Mundial quando descobriu-se o massacre de judeus cometidos pelos nazistas as Nações Unidas decidiram pela criação de um Estado que livrasse os Judeus destas perseguições.
Em 1947, A Inglaterra abandona o controle político da Palestina devido à perseguição de britânicos realizada pelos sionistas em prol do estabelecimento do Estado de Israel, o controle é passado para a ONU que cria um governo misto, ou seja, a Criação do Estado de Israel – Estado divido entre judeus e palestinos. Os Árabes se opõe e os sionistas declaram a política de “defesa agressiva”. Perseguição e morte dos líderes árabes e estabelecimento do estado unificado de Israel em 1948, o que dá início ao Conflito Árabe-Israelense. Os israelenses conseguem deter a investida da liga árabe, composta pelo Egito, Jordania, Síria, Libano, Iraque, Iêmen e Arábia Saudita. Após este confronto Israel entra para a ONU, sendo portanto reconhecido como Estado em 1949. Ainda ocorrerão confrontos como o de 1956, disputando o canal de Suez com o Egito e o de 1967, considerado uma investida preventiva contra os países da Liga Árabe, o que rendeu uma grande anexação de territórios ao Estado de Israel. Os países árabes em 1973 ainda tentam reaver estas terras na guerra do Yom Kipur, mas são derrotados, por determinação da ONU Israel devolve parte dos territórios, conservando contra a determinação algumas  áreas, como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Palestina em ruínas, Israel prospera


Os conflitos atuais
Intifada

Em dezembro de 1987 a juventude palestina, revoltada contra a dominação e opressão do povo palestino, que vive em estado de sítio enquanto a parte judaica de Israel prospera, faz uma manifestação atacando os tanques de guerra com pedras. Israel abre fogo, massacrando os jovens revoltosos em uma chacina que chocou o mundo. Este levante é chamado de Intifada.

Existem períodos de negociações na década de 90 quando o líder palestino Yasser Arafat, nobel da paz, fundador do partido Fatah, tenta negociações, chegando a se reunir com líderes Israelenses.

Os sucessivos fracassos das negociações e a constante opressão de Israel que continua seu desenvolvimento enquanto a palestina citiada, faz com que em 2007 suba ao poder na Faixa de Gaza, o Hamas, que prega a expusão dos israelenses a qualquer custo.

Estamos neste contexto desde então.

Veja uma notícia recente:

Pra ser sincero, meu post ficou até um tanto quanto simplista, melhorarei ele assim que possível.
Salam, Paz

3 comentários:

Julio Antonio disse...

Caríssimos apreciadores do blog do Evandro,

aqui envio dois endereços eletrônicos para ajudar neste digno trabalho. Trata-se da convocação do Tribunal Bertrand Russell para julgar os crimes dos israelenses contra o povo palestino. Infelizmente a língua portuguesa não tem muita vez neste Tribunal, por isso os endereços apresentados encontram-se em outras línguas; mas todo esforço é válido.

http://www.russelltribunalonpalestine.com/en/

http://vodpod.com/watch/3179970-russell-tribunal-palestine

A comunidade mundial carece de uma pesquisa mais acurada sobre esse tema.

Abraços.

Júlio Bonatti.

Anônimo disse...

isso e ororoso em xato e ridiculo

Anônimo disse...

odeio historia